Comerc vê crescimento no consumo de energia em dez setores da indústria

Consumidores de Nova Friburgo terão 9,21% de aumento de tarifa
15 de julho de 2019
Energisa MG terá aumento médio de 6,73%
17 de julho de 2019

A Comerc Energia constatou crescimento do consumo de energia elétrica em dez setores da indústria em maio de 2019. No entanto, é importante destacar que a base de comparação é com maio de 2018, mês em que a greve dos caminhoneiros causou distorção na demanda de energia.

Segundo a Comerc, o consumo apresentou crescimento de 9,70% considerando a comparação de maio deste ano com maio de 2018. Com exceção do segmento de manufaturados, que registraram queda de 1,26%, todos os demais mercados brasileiros consumiram mais energia neste ano.

Os destaques ficam por conta dos segmentos de embalagens (15,83%), eletromecânica (15,73%), alimentos (14,27%), veículos e autopeças (11,75%), química (11,13%), papel e celulose (10,60%), todos acima da marca dos dois dígitos. Negativamente, chama a atenção o fato do segmento de manufaturados ter registrado o segundo mês de queda consecutivo.

“É fundamental ter em vista que os números do mês de maio foram amplificados pela comparação com um período extremamente fraco um ano atrás, impactado pela greve dos caminhoneiros. Mesmo assim, há boas notícias ao avaliarmos esses dados, como, por exemplo, o mercado de embalagens, que teve um crescimento na produção de mais de 20% em maio, segundo dados do IBGE”, escreveu Marcelo Ávila, vice-presidente da Comerc Energia, em nota à imprensa.

Descontados os dias da greve dos caminhoneiros, o cenário positivo de consumo de energia em quase todos os segmentos econômicos se mantém, ainda que com números menores. O crescimento consolidado dos 11 setores apurados pelo Índice Comerc fechou em 2,03%, com destaques para os segmentos de Eletromecânica (5,03%) e Embalagens (4,86%). Apenas Comércio e Varejo (-1,75%) e Manufaturados (-1,08%) registram marcas negativas.

O Índice Comerc Energia, publicado mensalmente, leva em conta o consumo das cerca de 1.900 unidades na sua carteira, pertencentes a mais de 910 grupos industriais e comerciais que compram energia elétrica no mercado livre.