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Ganhos da distribuidora que atende a capital paulista e mais 23 municípios da Grande São Paulo ficou em R$ 155,2 milhões.

A Enel Distribuição São Paulo encerrou os três primeiros meses do ano com um aumento de 124,8% em seu lucro líquido. Passou de R$ 69 milhões para R$ 155,2 milhões. Esse resultado foi explicado pela melhora na receita líquida, performance operacional e financeira, este último atribuído principalmente à menor taxa média de juros no período. 

O resultado ebitda (antes de juros, impostos, depreciação e amortização) apresentou uma elevação de 33,5%, encerrou o período em R$ 532,6 milhões. A empresa atribuiu esse aumento do resultado operacional, sobretudo, à maior receita líquida no período, parcialmente compensado pelo aumento das provisões para inadimplência. 

A receita bruta apresentou leve variação negativa, de 0,2%, alcançou R$ 5,8 bilhões e está em linha com período anterior, refletindo aumento da tarifa decorrente da revisão tarifária ocorrida em 2019, compensada pela redução na demanda de energia neste ano. A redução de encargos setoriais, em especial CDE, resultou em maior receita líquida, crescimento de 5,6%. 

Como citado, a demanda por energia no trimestre caiu. A venda e transporte recuou 4,5% enquanto o número de clientes subiu 1,6%, alcançando 7.363.477 unidades consumidoras. A queda da demanda deve-se ao menor volume distribuído no mercado regulado, ambiente no qual foi reportada queda de 7,3%, pesaram nesse volume os fatores climáticos, como temperaturas abaixo da média histórica e o mês de fevereiro mais chuvoso dos últimos 77 anos na região metropolitana. Além disso a concessionária sentiu os efeitos da aplicação de medidas de restrição de atividade e circulação de pessoas, adotadas no mês de março. Esses fatores acabaram sendo parcialmente compensados pelo aumento no volume de energia distribuída no mercado livre, que cresceu 4,3%. 

Quanto aos indicadores de qualidade da energia, a empresa reportou melhoria tanto no DEC quanto no FEC quando comparados ao ano passado. Na frequência de eventos recuou de 4,53 vezes para 3,21 vezes e na duração passou de 7,86 horas para 5,69 horas. A empresa atribui os índices como o resultado dos investimentos realizados no trimestre para melhorar a confiabilidade e para modernizar a rede de distribuição da companhia. E destaca que ambos os resultados são os melhores da história da concessionária, sendo o FEC o melhor entre as distribuidoras do Brasil. 

Os investimentos da distribuidora somaram R$ 201,3 milhões, redução de 8,6% ante o registrado no mesmo período do ano passado. Os valores foram destinados ao fortalecimento, à modernização e à digitalização das redes de distribuição e subtransmissão da Companhia, entre outros, por meio do aumento da implantação  de sistemas de automação de rede, além de novas subestações, linhas e conexões. 

Na comparação com o mesmo período do ano passado o total da dívida líquida recuou 4,5%, de R$ 4,2 bilhões para pouco mais de R$ 4 bilhões. Essa redução, explicou a empresa, deve-se a amortizações realizadas desde o primeiro trimestre do ano passado, com impacto superior à variação do caixa no período.

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